sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Elio Gaspari continua no Blog! 2° Volume: A Ditadura Escancarada!

A DITADURA ESCANCARADA



Um jornalista experiente, participante e testemunha privilegiada de um dos períodos mais dramáticos da história brasileira. Dois militares com visões estratégicas e políticas diferentes, mas muito, muito poder nas mãos. O jornalista Elio Gaspari, profundo conhecedor do cenário cambiante (ou nem tanto) da política brasileira, apresentou-nos recentemente As Ilusões Armadas, com seus dois volumes - primeiro grupo dos cinco livros que lançará sobre o período político compreendido entre 1964 e 1979. Os dois personagens, centrífuga ou centripetamente atuando sobre os demais agentes e fatos, são Golbery do Couto e Silva e Ernesto Geisel, ou antes, como quer o autor, "o sacerdote e o feiticeiro". A ditadura envergonhada, primeiro volume, narra o processo quase bizarro de gestação e aplicação do golpe de 1º de abril, mais tarde batizado oficialmente pelo status quo então vigente como Revolução de 31 de março de 1964. O livro percorre o trajeto desde o aniquilamento das forças político-sociais que sustentavam o presidente João Goulart até o endurecimento do regime militar, com o surgimento e aplicação do Ato Institucional nº 5. O segundo volume, A ditadura escancarada, inicia-se logo com uma análise filosófica e humanista do alcance da tortura sobre seu agente e vítima. O texto é comovente e denso, um verdadeiro tratado em poucas páginas. E segue com o histórico da escalada de violência e mortes que caracterizaram o período. A leitura é obrigatória para o cidadão consciente, pois, sem viés partidário ou ideológico, o autor insere-nos num mundo que, conhecido em suas causas, esperamos nunca se reinstaure. Pela importância de nelas nos reconhecermos, como povo, essas obras gêmeas são nosso destaque do mês.


Elio Gaspari continua no Blog! 3° Volume: A Ditadura Derrotada!

A Ditadura Derrotada


Geisel ( o Sacerdote) e Golbery ( o Feiticeiro) formaram uma parceria sem precedentes na história do Brasil. Era uma amizade a serviço. Começava e terminava no Planalto. Geisel era o presidente da República e Golbery, seu chefe do Gabinete Civil. Não se frequentavam, não almoçavam juntos. Contam-se nos dedos as ocasiões em que Golbery foi ao palácio da Alvorada e aquelas em que Geisel o visitou na granja do Ipê, onde morava. Os dois generais aproximaram-se durante o primeiro governo da ditadura, quando Geisel, com 56 anos, chefiou o Gabinete Militar do presidente Castello Branco e Golbery, com 52, fundou e dirigiu o Serviço Nacional de Informações. Voltaram ao poder no dia 15 de março de 1974. Tinham o propósito de desmontar a ditadura radicalizada desde 1968, com a edição do Ato Institucional N° 5. Queriam restabelecer a racionalidade e a ordem. Geisel recebeu uma ditadura triunfalista, feroz contra os adversários e benevolente com os amigos. Decidiu administrá-la de maneira que ela se acabasse. Não fez isso porque desejava substituí-la por uma democracia. Assim como não acreditava na existência de uma divindade na direção dos destinos do universo, não dava valor ao sufrágio universal como forma de escolha de governantes. Queria mudar porque tinha a convicção de que faltavam ao regime brasileiro estrutura e força para se perpetuar. Em dois outros livros (A ditadura envergonhada e A ditadura escancarada) procurei contar a história do consulado militar desde a deposição do presidente João Goulart, em 1964, até a caçada dos guerrilheiros do Partido Comunista do Brasil, nas matas do Araguaia, em 74. Neste, vão narradas as vidas de Geisel e Golbery, a articulação que os levou ao Planalto, a formação do governo e seu caminho até a eleição de 1.974, na qual a ampla e inesperada vitória da oposição alterou o curso da ditadura. Esta obra trata-se do terceiro livro da coleção e primeiro volume da série O Sacerdote e o Feiticeiro ( que dá sequencia aos livros de "As Ilusões Armadas")


Elio Gaspari continua no Blog! 4° Volume: A Ditadura Encurralada!

A Ditadura Encurralada



Gaspari se tornou depositário de cinco mil documentos do Arquivo Golbery e do diário de Heitor Ferreira, secretário particular de Geisel, "o sacerdote", e de Golbery, "o feiticeiro" para escrever "A ditadura derrotada" - primeiro volume do tríplice "O sacerdote e o feiticeiro" - obra espetacular, já que trata de conversas e de assuntos cujo conteúdo nem mesmo os envolvidos sabiam. Num dos trechos mais importantes de "A ditadura derrotada" fica-se sabendo que Geisel, antes de ser empossado em fevereiro de 1974, ouviu do general Dale Coutinho que o "negócio" - a repressão à subversão - "melhorou quando começamos a matar", numa referência ao fim dos "confrontos armados" e dos "suicídios" suspeitos e ao surgimento da figura do "desaparecido". "Ó Coutinho", disse o futuro presidente, "esse troço de matar é uma barbaridade, mas eu acho que tem que ser." Disse isso com a mesma simplicidade com que repeliu o golpe dentro do golpe, ao vê-lo se desenhando após a vitória da oposição nas eleições de 1974. "Pois não fizemos uma eleição? É isso e pronto!" O resto das revelações fica para esta grande obra intitulada A ditadura encurralada, novo volume de "O sacerdote e o feiticeiro", cobrindo até a demissão do general Sylvio Frota, em 1977, pá de cal no autoritarismo.

Machado de Assis - Áudio-Book (Dom Casmurro)

Para muitos, “Dom Casmurro” é a obra máxima de Machado de Assis. E os fãs apareceram desde a primeira edição, em 1899.

O título é uma auto-ironia do personagem principal, Bentinho, que se encarrega de contar suas desventuras em 148 capítulos, curtos e precisos, banhados em ironia e lembranças amargas.

O pessimista Bentinho manda reconstruir no Engenho Novo a casa em que se criou na Lapa, na antiga rua de Mata-cavalos. Ali, remói a desconfiança em relação a sua amada, Capitolina, vulgo Capitu, com seus “olhos enviezados”, que diziam coisas infinitas que a boca não confessava.

É a reminiscência desse olhar dissimulado que leva Bentinho a uma dúvida dilacerante sobre se ela o traiu ou não com um amigo. Nem a morte e o tempo são suficientes para dissipar a angústia. Uma narrativa perfeita e universal, construída por um autor maduro, com total domínio de sua arte. É o mais famoso livro do escritor.


Baixe aqui o áudio-book

Machado de Assis - Áudio-Book (Dom Casmurro)

Para muitos, “Dom Casmurro” é a obra máxima de Machado de Assis. E os fãs apareceram desde a primeira edição, em 1899.

O título é uma auto-ironia do personagem principal, Bentinho, que se encarrega de contar suas desventuras em 148 capítulos, curtos e precisos, banhados em ironia e lembranças amargas.

O pessimista Bentinho manda reconstruir no Engenho Novo a casa em que se criou na Lapa, na antiga rua de Mata-cavalos. Ali, remói a desconfiança em relação a sua amada, Capitolina, vulgo Capitu, com seus “olhos enviezados”, que diziam coisas infinitas que a boca não confessava.

É a reminiscência desse olhar dissimulado que leva Bentinho í dúvida dilacerante sobre se ela o traiu ou não com um amigo. Nem a morte e o tempo são suficientes para dissipar a angústia. Uma narrativa perfeita e universal, construída por um autor maduro, com total domínio de sua arte. É o mais famoso livro do escritor.


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A História da Tradução Bíblica Mais Famosa em Língua Portuguesa


Almeida - A Obra de Uma Vida.
João Ferreira de Almeida
"Conhecido pela autoria de uma das traduções mais lidas da Bíblia em português, ele teve uma vida movimentada e morreu sem terminar a tarefa que abraçou ainda muito jovem."
Entre a grande maioria dos evangélicos do Brasil, o nome de João Ferreira de Almeida está intimamente ligado às Escrituras Sagradas. Afinal, é ele o autor (ainda que não o único) da tradução da Bíblia mais usada e apreciada pelos protestantes brasileiros. Disponível aqui em duas versões publicadas pela Sociedade Bíblica do Brasil - a Edição Revista e Corrigida e a Edição Revista e Atualizada - a tradução de Almeida é a preferida de mais de 60% dos leitores evangélicos das Escrituras no País, segundo pesquisa promovida por A Bíblia no Brasil (ver número 158).
Se a obra é largamente conhecida, o mesmo não se pode dizer a respeito do autor. Pouco, ou quase nada, se tem falado a respeito deste português da cidade de Torres de Tavares, que morreu há 300 anos na Batávia (atual ilha de Java, Indonésia). O que se conhece hoje da vida de Almeida está registrado na "Dedicatória" de um de seus livros e nas atas dos presbitérios de Igrejas Reformadas (Presbiterianas) do Sudeste da Ásia, para as quais trabalhou como pastor, missionário e tradutor, durante a segunda metade do século XVII.
De acordo com esses registros, em 1642, aos 14 anos [nasceu em 1628], João Ferreira de Almeida teria deixado Portugal para viver em Málaca (Malásia). Ele havia ingressado no protestantismo, vindo do catolicismo, e transferia-se com o objetivo de trabalhar na Igreja Reformada Holandesa local.
Tradutor aos 16 anos
Dois anos depois [aos 16 anos de idade, somente!], começou a traduzir para o português, por iniciativa própria, parte dos Evangelhos e das Cartas do Novo Testamento em espanhol. Além da Versão Espanhola [de Reyna, 1569], Almeida usou como fontes nessa tradução as Versões Latina (de Beza), Francesa [Genebra, 1588] e Italiana [Diodati 1641] - todas elas traduzidas do grego e do hebraico. Terminada em 1645 [quando Almeida tinha somente 17 anos], essa tradução de Almeida não foi publicada. Mas o tradutor fez cópias à mão do trabalho, as quais foram mandadas para as congregações de Málaca, Batávia e Ceilão (hoje Sri Lanka). Mais tarde, Almeida tornou-se membro do Presbitério de Málaca, depois de escolhido como capelão e diácono daquela congregação.
No tempo de Almeida, um tradutor para a língua portuguesa era muito útil para as igrejas daquela região. Além de o português ser o idioma comumente usado nas congregações presbiterianas, era o mais falado em muitas partes da Índia e do Sudeste da Ásia. Acredita-se, no entanto, que o português empregado por Almeida tanto em pregações como na tradução da Bíblia fosse bastante erudito e, portanto, difícil de entender para a maioria da população. Essa impressão é reforçada por uma declaração dada por ele na Batávia, quando se propôs a traduzir alguns sermões, segundo palavras, "para a língua portuguesa adulterada, conhecida desta congregação".
Perseguido pela Inquisição, ameaçado por um elefante.
O tradutor permaneceu em Málaca até 1651 [23 anos de idade], quando se transferiu para o Presbitério da Batávia, na cidade de Jacarta. Lá, foi aceito mais uma vez como capelão, começou a estudar teologia e, durante os três anos seguintes, trabalhou na revisão da tradução das partes do Novo Testamento feita anteriormente. Depois de passar por um exame preparatório e de ter sido aceito como candidato ao pastorado, Almeida acumulou novas tarefas: dava aulas de português a pastores, traduzia livros e ensinava catecismo a professores de escolas primárias. Em 1656 [aos 28 anos], ordenado pastor, foi indicado para o Presbitério do Ceilão, para onde seguiu com um colega, chamado Baldaeus.
Ao que tudo indica, esse foi o período mais agitado da vida do tradutor. Durante o pastorado em Galle (Sul do Ceilão), Almeida assumiu uma posição tão forte contra o que ele chamava de "superstições papistas", que o governo local resolveu apresentar uma queixa a seu respeito ao governo de Batávia (provavelmente por volta de 1657). Entre 1658 e 1661, época em que foi pastor em Colombo, ele voltou a enfrentar problemas com o governo, o qual tentou, sem sucesso, impedi-lo de pregar em português. O motivo dessa medida não é conhecido, mas supõe-se que estivesse novamente relacionado com as ideias fortemente anti católicas do tradutor.
A passagem de Almeida por Tuticorin (Sul da Índia), onde foi pastor por cerca de um ano, também parece não ter sido das mais tranquilas. Tribos da região negaram-se a ser batizadas ou ter seus casamentos abençoados por ele. De acordo com seu amigo Baldaeus, o fato aconteceu porque a Inquisição havia ordenado que um retrato de Almeida fosse queimado numa praça pública em Goa.
Foi também durante a estada no Ceilão que, provavelmente, o tradutor conheceu sua mulher e casou-se. Vinda do catolicismo romano para o protestantismo, como ele, chamava-se Lucretia Valcoa de Lemmes (ou Lucrécia de Lamos). Um acontecimento curioso marcou o começo de vida do casal: numa viagem através do Ceilão, Almeida e Dona Lucretia foram atacados por um elefante e escaparam por pouco da morte. Mais tarde, a família completou-se, com o nascimento de um menino e de uma menina.
Ideias e personalidade
A partir de 1663 (dos 35 anos de idade em diante, portanto), Almeida trabalhou na congregação de fala portuguesa da Batávia, onde ficou até o final da vida. Nesta nova fase, teve uma intensa atividade como pastor. Os registros a esse respeito mostram muito de suas ideias e personalidade. Entre outras coisas, Almeida conseguiu convencer o presbitério de que a congregação que dirigia deveria ter a sua própria cerimônia da Ceia do Senhor. Em outras ocasiões, propôs que os pobres que recebessem ajuda em dinheiro da igreja tivessem a obrigação de frequenta-la e de ir às aulas de catecismo. Também se ofereceu para visitar os escravos da Companhia das Índias nos bairros em que moravam, para lhes dar aulas de religião - sugestão que não foi aceita pelo presbitério - e, com muita frequência, alertava a congregação a respeito das "influências papistas".
Ao mesmo tempo, retomou o trabalho de tradução da Bíblia, iniciado na juventude. Foi somente então que passou a dominar a língua holandesa e a estudar grego e hebraico. Em 1676, Almeida comunicou ao presbitério que o Novo Testamento estava pronto. Aí começou a batalha do tradutor para ver o texto publicado - ele sabia que o presbitério não recomendaria a impressão do trabalho sem que fosse aprovado por revisores indicados pelo próprio presbitério. E também que, sem essa recomendação, não conseguiria outras permissões indispensáveis para que o fato se concretizasse: a do Governo da Batávia e a da Companhia das Índias Orientais, na Holanda.
Exemplares destruídos
Escolhidos os revisores, o trabalho começou e foi sendo desenvolvido vagarosamente. Quatro anos depois, irritado com a demora, Almeida resolveu não esperar mais - mandou o manuscrito para a Holanda por conta própria, para ser impresso lá. Mas o presbitério conseguiu parar o processo, e a impressão foi interrompida. Passados alguns meses, depois de algumas discussões e brigas, quando o tradutor parecia estar quase desistindo de apressar a publicação de seu texto, cartas vindas da Holanda trouxeram a notícia de que o manuscrito havia sido revisado e estava sendo impresso naquele país.
Em 1681, a primeira edição do Novo Testamento de Almeida finalmente saiu da gráfica. Um ano depois, ela chegou à Batávia, mas apresentava erros de tradução e revisão. O fato foi comunicado às autoridades da Holanda e todos os exemplares que ainda não haviam saído de lá foram destruídos, por ordem da Companhia das Índias Orientais. As autoridades Holandesas determinaram que se fizesse o mesmo com os volumes que já estavam na Batávia. Pediram também que se começasse, o mais rápido possível, uma nova e cuidadosa revisão do texto.
Apesar das ordens recebidas da Holanda, nem todos os exemplares recebidos na Batávia foram destruídos. Alguns deles foram corrigidos à mão e enviados às congregações da região (um desses volumes pode ser visto hoje no Museu Britânico, em Londres). O trabalho de revisão e correção do Novo Testamento foi iniciado e demorou dez longos anos para ser terminado. Somente após a morte de Almeida, em 1693, é que essa segunda versão foi impressa, na própria Batávia, e distribuída.
Ezequiel 48.21
Enquanto progredia a revisão do Novo Testamento, Almeida começou a trabalhar com o Antigo Testamento. Em 1683, ele completou a tradução do Pentateuco (os cinco primeiros livros do Antigo Testamento). Iniciou-se, então, a revisão desse texto, e a situação que havia acontecido na época da revisão do Novo Testamento, com muita demora e discussão, acabou se repetindo. Já com a saúde prejudicada - pelo menos desde 1670, segundo os registros --, Almeida teve sua carga de trabalho na congregação diminuída e pôde dedicar mais tempo à tradução. Mesmo assim, não conseguiu acabar a obra à qual havia dedicado a vida inteira. Em 1691 [aos 63 anos de idade], no mês de outubro, Almeida morreu. Nessa ocasião, ele havia chegado até Ezequiel 48.21. A tradução do Antigo Testamento foi completada em 1694 por Jacobus op den Akker, pastor holandês. Depois de passar por muitas mudanças, ela foi impressa na Batávia, em dois volumes: o primeiro em 1748 e o segundo, em 1753.
Fonte: A Bíblia no Brasil, nº. 160, 1992, p. 14.  www.sbb.org.br/portugues/historia/almeida.html
- Colchetes [ ] indicam onde inserimos pequenas notas no texto, adicionando informação ou facilitando o entendimento.

O QUE É A REALIDADE?

Marcelo Gleiser preparou essa matéria que foi publicada na Revista Galileu, edição 198, janeiro de 2008. Vale à pena conferir!


O que é realidade?
Nossos cinco sentidos são fundamentais para que saibamos distinguir o real do virtual. mas as drogas e a tecnologia têm o poder de mudar essa história
MARCELO GLEISER




Como definir o que é realidade? Como distinguir o real do virtual, o existente da fantasia? "Fácil", diria o leitor, "basta abrir os olhos, que fica óbvio o que é real e o que não é." Será que a coisa é assim tão simples? Para começar, vamos pensar um pouco sobre como percebemos a realidade à nossa volta. Tudo começa, como afirmou o leitor, com o olhar. Melhor ainda, tudo começa com os cinco sentidos, que trazem ao cérebro a informação do que existe à nossa volta: você está lendo esta revista, pegando nela, sentado numa cadeira, ouvindo uma buzina ao longe, ou uma música, ou o cachorro chato do vizinho. Tudo isso é informação que vem de fora para dentro, do mundo para o nosso cérebro. Nele, essa informação é integrada e orquestrada para representar o que chamamos de realidade. Nossa percepção do real é criada pelo cérebro, resultado da integração da informação colhida pelos nossos sentidos.
E se o cérebro falhar? Existem inúmeras doenças neurológicas e psiquiátricas que distorcem o processamento de informação pelo cérebro. Por exemplo, pessoas que sofrem de esquizofrenia ou distúrbios psicóticos podem ouvir vozes em suas cabeças. Outros distúrbios neurológicos podem fazer com que pessoas possam ver palavras ou ouvir música a cores. Mesmo a depressão, que aflige milhões de pessoas, é uma distorção da percepção da realidade e seu impacto emocional. Drogas psicotrópicas tentam restabelecer o balanço químico do cérebro, de forma a restaurar o senso normal de realidade, seja lá como esse normal for definido. Outras, como o LSD ou a heroína, fazem o oposto, criando distorções tão poderosas na percepção da realidade a ponto de emocionar profundamente os seus usuários. Até droga supostamente sexual já foi inventada, o famoso ecstasy. É irônico que a origem do termo êxtase venha, aparentemente, dos filósofos pitagóricos da Grécia Antiga. Para eles, o estado de êxtase era atingido após meditação profunda, quando o filósofo finalmente compreendia a harmornia matemática do mundo e ouvia a música das esferas ecoando pelo Cosmo. Uma viagem muito diferente…
A separação entre mente e corpo, que vem preocupando filósofos há milênios, é cada vez menos óbvia. Da mesma forma que processos químicos regem nossa digestão, outros tantos regem o funcionamento do cérebro. São 100 bilhões de neurônios (mais ou menos o número de estrelas na Via Láctea, uma coincidência um tanto poética), interligados por trilhões de sinapses. Imagine a teia de informação que é o nosso cérebro, cada neurônio uma lâmpada numa gigantesca árvore de Natal, piscando quando ativada por uma corrente elétrica; uma galáxia dentro de nossas cabeças, imagem digna de uma "viagem" de LSD.
É nessa interface entre o biológico e o elétrico que encontramos a nova fronteira do real. Com o desenvolvimento de microchips cada vez menores e mais poderosos, surge uma nova medicina, e implantes biônicos deixam de ser coisa de ficção científica. Quando esses implantes são efetuados no cérebro, têm o potencial de não só melhorar nossa visão como, também, criar distorções da realidade. O game virtual do futuro será jogado dentro da cabeça, sem necessidade de usarmos os cinco sentidos: todos os estímulos serão efetuados diretamente no cérebro, sem intemerdiários. Levando essa idéia ao extremo, posso imaginar um futuro em que nem precisaremos mais ir à praia ou sair de férias: basta rodarmos o programa certo no cérebro e estaremos lá sem deixar nossa casa. A realidade virtual torna-se real, a distinção cada vez mais indistinguível.
Mas espere aí… já vi esse filme! Chama-se "Matrix", claro, no qual humanos que vivem em casulos imaginam ter vidas normais, amando, chorando, viajando e jogando futebol. Será que chegaremos a esse ponto? Em termos tecnológicos, acho que é apenas uma questão de tempo. Por outro lado, a idéia me aterroriza. É difícil imaginar não tocar a pessoa amada e, mesmo assim, tocá-la, ou não mergulhar num mar azul cristal, cheio de peixes tropicais e, mesmo assim, mergulhar. Somos, ainda, prisioneiros dos prazeres sensuais, dos nossos corpos. É difícil prever se algum dia chegaremos a deixá-los inteiramente de lado e viver uma vida construída artificialmente na mente. No meio tempo, vale celebrar a realidade, aquela que nosso cérebro constrói usando os cinco sentidos.
Marcelo Gleiser, de 48 anos, é professor do Dartmouth College, nos Estados Unidos, e autor de cinco livros sobre ciência e conhecimento

As Grandes Navegações (parte 1)

Este video apresentado e elaborado pelo professor Licio mostra AS GRANDES NAVEGAÇÕES DO SÉCULO XV com duas partes o video tem 13 minutos


As Grandes Navegações (parte 2)

Este video apresentado pelo professor Licio mostra a segunda parte das GRANDES NAVEGAÇÕES DO SECULO XV


"CÁLICE" - Clip da Famosa Música de Chico Buarque - 1975 (protesto contra a ditadura)

Chico Buarque - "Apesar de Você" - Crítica Dura à Ditadura Militar nos Anos 70!

Apesar de você (A sociedade não pode parar), mostra através de uma viagem ao tempo, as diferentes formas de reação da sociedade brasileira em relação aos diversos momentos críticos do país, como por exemplo, a ditadura militar, movimento diretas já, e os atuais acontecimentos de corrupção. Fazendo uma comparação do comportamento omisso da população nos dias atuais com as grandes manifestações do passado.


DITADURA MILITAR NO BRASIL... Como Tudo Começou (Parte 1)

Matéria que fala sobre esse triste período da história de nosso país. Através do olhar de Roniwalter Jatobá (jornalista/ escritor), que trabalhou numa das principais revistas que era contra este regime militar, e Brenno Silveira (Ex-Hippie), que foi Hippie; contam como foi o regime Militar com os presidentes da época, milagre econômico, censura, movimentos revolucionários e muito mais.


DITADURA MILITAR NO BRASIL... Como Tudo Começou (Parte 2)

Matéria que fala sobre esse triste período da história de nosso país. Através do olhar de Roniwalter Jatobá (jornalista/ escritor), que trabalhou numa das principais revistas que era contra este regime militar, e Brenno Silveira (Ex-Hippie), que foi Hippie; contam como foi o regime Militar com os presidentes da época, milagre econômico, censura, movimentos revolucionários e muito mais.


DITADURA MILITAR NO BRASIL... Como Tudo Começou (Parte 3)

Matéria que fala sobre esse triste período da história de nosso país. Através do olhar de Roniwalter Jatobá (jornalista/ escritor), que trabalhou numa das principais revistas que era contra este regime militar, e Brenno Silveira (Ex-Hippie), que foi Hippie; contam como foi o regime Militar com os presidentes da época, milagre econômico, censura, movimentos revolucionários e muito mais.


História do Brasil Por Boris Fausto - Redemocratização (Parte 1)

O Grande Historiador Boris Fausto destrincha o seu livro "História do Brasil" nessa série de vídeos que foi apresentada no ano de 2002 na TV Escola. Vale à pena conferir!


História do Brasil Por Boris Fausto - Redemocratização (Parte 2)

O Grande Historiador Boris Fausto destrincha o seu livro "História do Brasil" nessa série de vídeos que foi apresentada no ano de 2002 na TV Escola. Vale à pena conferir!


História do Brasil Por Boris Fausto - Redemocratização (Parte 1)

O Grande Historiador Boris Fausto destrincha o seu livro "História do Brasil" nessa série de vídeos que foi apresentada no ano de 2002 na TV Escola. Vale à pena conferir!


História do Brasil Por Boris Fausto - O Estado Militar Brasileiro (parte 1)

O Grande Historiador Boris Fausto destrincha o seu livro "História do Brasil" nessa série de vídeos que foi apresentada no ano de 2002 na TV Escola. Vale à pena conferir!


História do Brasil Por Boris Fausto - O Estado Militar Brasileiro (parte 2)

O Grande Historiador Boris Fausto destrincha o seu livro "História do Brasil" nessa série de vídeos que foi apresentada no ano de 2002 na TV Escola. Vale à pena conferir!


História do Brasil Por Boris Fausto - O Estado Militar Brasileiro (parte 3)

O Grande Historiador Boris Fausto destrincha o seu livro "História do Brasil" nessa série de vídeos que foi apresentada no ano de 2002 na TV Escola. Vale à pena conferir!