“Foi de cortar o coração”. Essa é a frase que sintetiza melhor o que senti ao fazer essa filmagem. Meu coração estava se derramando, sentindo o céu azul e a terra, sentindo a brisa quente daquela tarde tórrida, sentindo a quantidade imensa de energia positiva que aquele lugar estava transmitindo, as lembranças, a ansiedade da viagem de chegada, e os dias maravilhosos que passei ali... e sem contar a presença mais que marcante da lembrança de papai, meu herói guerreiro, que havia me acompanhado àquele lugar muitas vezes, desde a década de 80 até o ano de 2011. Papai era um museu vivo de experiências transcendentais naquele lugar desde a década de vinte do século passado, um homem que viveu muito bem por um longo período de tempo (92 anos), e que agora deixou uma influência mais que fantástica na minha vida. A ele devo minha existência, criação e educação num lugar tão maravilhoso como o da fazenda de minha infância. Que o Senhor tenha em conta sua memória e o ressuscite para nos reencontrarmos nas mansões celestiais, e será algo fantástico. Um dos pontos de destaque da última filmagem foi a comparação de minha experiência naquele lugar com a de Tom Hanks no filme “O Náufrago”, no qual ele protagoniza um homem que sofre naufrágio pela queda de um avião da Fedex e acaba à deriva até achar uma ilha onde fica um bom período de tempo. Suas experiências naquela ilha são interessantes, e depois de um determinado período, decide partir mar a dentro numa jangada improvisada. Uma cena marcante foi a das lágrimas que derramou ao deixar a ilha, que lhe serviu de lar por tanto tempo. Assim foi comigo, me identifiquei muito com o lugar nos dias que passei ali sozinho. Não pude evitar as lágrimas na partida também. Em breve o filme estará no Youtube.
E assim chegaram ao fim os deliciosos dias de férias na fazenda, no RS. Abraços a todos que curtiram.
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